Como os Médicos Morrem?

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No Final do Corredor

Há alguns dias li um artigo emocionante, escrito pelo médico Ken Murray, da University of Southern California*. No texto ele conta a história de um amigo, ortopedista, que alguns anos antes recebeu o diagnóstico de um câncer de pâncreas. Apesar de estar nas mãos de um grande cirurgião, especializado nesse tipo de câncer e extremamente capacitado para conduzir o caso, o ortopedista recusou o tratamento. Foi para sua casa, procurou ficar o máximo de tempo possível com sua família e otimizar sua qualidade de vida através do controle dos sintomas da doença. Alguns meses depois, ele faleceu em casa. Não recebeu quimioterapia, radioterapia ou tratamentos cirúrgicos. Nada.

O fato é que, por incrível que pareça e por mais incômodo que seja, médicos também morrem. E não gostam da ideia de morrer, tanto quanto qualquer outra pessoa. O que é diferente entre os médicos não é a quantos tratamentos eles têm…

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Cirurgia de varizes.

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A cirurgia de varizes é um procedimento muito seguro. Indicada nos casos de varizes tronculares e reticulares, deve ser realizada por um profissional treinado. Inicialmente, o cirurgião vascular marca as varizes com uma caneta especial, com o paciente em pé. O paciente é acomodado na mesa cirúrgica para anestesia. Realiza-se pequenas incisões com bisturi fino, retira-se as varizes com ganchos e retiradas com pinças.

Faz-se a colocação de adesivos estéreis e curativo compressivo.image image image image

Deve-se ter alguns cuidados no pôs-operatório para obtenção de bons resultados:

Repouso com pernas elevadas.

Evitar tomar sol nas pernas, evitando assim manchas.

Alternar períodos de repouso com caminhadas leves.

Usar meias elásticas por um período mínimo de 4 meses.

Evitar pegar pesos e agachar.

Fazer acompanhamento regular com o seu cirurgião vascular .

Dia dos médicos: Parabéns a todos os guerreiros de coração!

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Hoje, no dia 18 de outubro, todos nós  médicos merecemos parabéns. Nossa profissão nos leva  a trabalhar por horas sem descanso, a perder noites sem dormir e a pular as refeições.  Nos leva, também, a perder horas preciosas com nossas famílias. Qual de nós não ficou mais velhos alguns anos quando um paciente evoluiu com uma complicação inesperada? Qual de nós não sentiu tristeza ao perder um paciente para a doença ou ao amputar um membro?  Desde a formatura até a aposentadoria, que geralmente só ocorre com a morte, nós lutamos como guerreiros contra as doenças e, também, contra as adversidades que a profissão impõe ! E como amamos muito o que fazemos, tudo é feito com o coração. Então, parabéns a nós, guerreiros de coração !!!!

Tratamento das teleangectasias ( microvasos)

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O tratamento das teleangectasias ( microvasos) geralmente é feito com o uso da escleroterapia. A escleroterapia convencional consiste na injeção de um líquido que irá lesar o interior do vaso e destruí- lo. Esse líquido é chamado de esclerosante, existindo uma variedade deles. Os mais utilizados são o etamolin, glicose hipertônica e polidocanol em variadas concentrações, que serão escolhidas de acordo com o calibre do vaso e o tipo de pele do paciente.

Após a injeção do esclerosante ocorrerá um processo inflamatório local e obstrução da microvarize, posteriormente o próprio organismo se responsabilizará por reabsorver o vaso ocluído.

O procedimento é muito seguro mas, pode ocorrer complicações. A mais comum é manchar a pele no local, no entanto essas manchas normalmente somem com o tempo ou com uso de cremes dermatológicos apropriados. Outras complicações raras são microulceras de pele, flebite e trombose.

Para minimizar o risco de complicações deve-se tomar os seguintes cuidados:

– Evitar expor a pele ao sol durante o período de tratamento.

– Compressas geladas no local após a aplicação reduzem o risco de flebites e manchas.

– Uso de  creme ou gel contendo derivados da heparina após a aplicação reduzem a formação de microtrombos locais e, consequentemente, flebites e manchas.

– O mais importante é procurar um profissional qualificado e referenciado para realizar o procedimento. Caso haja dúvida sobre a qualificação do profissional contactar a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, através do seu site na internet ou telefones,  para receber informações seguras.

Escleroterapia tradicional

Escleroterapia tradicional

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Classificação das varizes

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As varizes de membros inferiores são classificadas de acordo com a localização e tamanho em três tipos: varizes tronculares, varizes reticulares e teleangectasias.

Varizes tronculares são grandes cordões varicosos, localizados no subcutâneo (gordura logo abaixo da pele). São  devido a dilatação das Veias Safenas ou de veias diretamente ligadas a elas.

Varizes tronculares em território de veia safena parva.

Varizes tronculares em território de veia safena parva.

Varizes reticulares

Varizes reticulares

Teleangectasias

Teleangectasias

Varizes reticulares são dilatações em veias pequenas, localizadas em subcutâneo. Tem a cor verde. Geralmente estão associadas com as teleangectasias.

Teleangectasias são chamadas popularmente de microvasos. Muito freqüentes na população, principalmente em mulheres. Geram incômodo estético em que as tem. São pequenos vasos arroxeados ou vermelhos localizados na pele.

 

Prevenção de varizes em pernas

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       A presença de varizes nos membros inferiores por ter caráter hereditário requer uma vigilância continua, tanto para prevenir o agravamento da doença como a formação de novos vasos dilatados. Assim, todos os pacientes devem ter cuidados diários. Os cuidados incluem desde ações de higiene e dieta, postura de trabalho e atividades físicas adequadas. Abaixo vemos uma lista de condutas preventivas para varizes em pernas:

A) Perda de peso :  o excesso de peso causa uma sobrecarga nos membros inferiores, levando a um aumento na pressão venosa e dilatação dos vasos. Controle do peso ajuda a controlar as varizes! 

B) Evitar o uso de anticoncepcionais e reposição hormonal.

C) Evitar permanecer por longos períodos em pé ou sentado: para quem trabalha e é obrigado a permanecer nessas duas posições por muito tempo é aconselhável fazer pequenas caminhadas no próprio local de trabalho, fazendo as veias das pernas serem drenadas. Caso a pessoa não trabalhe e faça atividades domésticas em casa deve parar ao menos duas a três vezes ao dia, colocando as pernas em descanso com discreta elevação. 

D) Dormir com as pernas elevadas – ao deitar elevar as pernas em discreta elevação, que não cause incômodo.

E) Usar meias elásticas de compressão – elas causam uma melhora da drenagem venosa das pernas. As meias são recomendadas para pessoas que trabalham por tempo prolongado de pé ou sentada. Também devem ser usadas para viagens longas.

F) Fazer exercícios físicos aeróbicos – os exercícios aeróbicos melhoram a força muscular das pernas e, consequentemente, a circulação de retorno. Recomenda- se a caminhada, a esteira, a bicicleta, natação, hidroginastica e pilates.

G) O uso de saltos altos e subir escadas são assuntos controversos. Os trabalhos científicos realizados investigando esses fatores agravantes não foram conclusivos . No entanto, utilizando a sua experiência clinica a autora recomenda que se evite saltos muito altos e por tempo prolongado, e que se evite subir e  descer escadas por repetida vezes.

Varizes na gestação

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As mulheres com tendência familiar a ter varizes, agravam a doença com a gestação. A gestação atua como desencadeante e agravante das varizes devido ao aumento acentuado dos hormônios femininos, modificações da circulação pélvica, fatores mecânicos e aumento do volume de sangue nesta fase.

O fator hormonal é o mais importante na formação das varizes na gestação, sendo eles a progesterona  e os estrógenos. O primeiro age na camada muscular das veias, relaxando essa musculatura o que gera uma dilatação dos vasos. O segundo leva a um maior aporte sangüíneo para o útero e outros órgãos pélvicos, dificultando a drenagem das veias de membros inferiores. Assim, os hormônios aumentados geram dilatação das veias e varizes em pessoas com tendência genética à doença.

Os fatores mecânicos estão relacionados com o aumento do feto no útero o que leva a compressão dos vasos da região pélvica, os mesmos que recebem sangue vindo das pernas, que leva a dificuldade de drenagem das veias dos membros inferiores e varizes. Já o aumento do volume de sangue nas gestantes ocorre a partir da 12 semana de gestação e aumenta gradualmente até o final da mesma, gerando um excesso de sangue nas veias corporais, aumento da pressão venosa e dilatação dos vasos.

No entanto, essas alterações normais da gestação só causará varizes nas mulheres com tendência genética a doença varicosa.image